30 December 2009

Obrigado e Até Breve


Prezados Amigos,




Após três anos como membro da equipe do Governo do Amazonas e da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), gostaria de comunicar a todos amigos minha mudança de volta à iniciativa privada, onde assumo novos desafios.


Sinto-me orgulhoso do trabalho na administração do Governador Eduardo Braga à frente do Governo do Amazonas e da SEPLAN, onde muitos objetivos importantes foram alcançados.  Alguns em particular destaco:

1. Implantação de ISO 9000 - temos seis órgãos com a implantação completa (Centro de Operações de Segurança Pública, Junta Comercial, Comissão de Licitações do Estado, Instituto de Pesos e Medidas, CIAMA e a própria SEPLAN).  Há outros 15 órgãos em implantação, dos quais pelo menos 10 devem ser concluídos no 1o semestre de 2010.  Dentro da SEPLAN, adquirimos um norte, com objetivos e metas claros de onde queremos chegar.

2. Treinamento - a SEPLAN assim como muitos dos principais órgãos do Governo atingiram nos últimos três anos a meta de 30 horas de treinamento por servidor por ano, em todos os escalões.  Experimentamos o treinamento do mais alto escalão na HSM Expomanagement, onde novas idéias brotaram e algumas mentes se abriram.  Há ainda muita conscientização pela frente, mas uma semente está plantada.


3. Sistema de indicadores e-Siga - o Governo do Amazonas hoje conta com um moderno sistema de indicadores (www.e-siga.am.gov.br, visite) que é essencial para a boa gestão do Governo.  São mais de 5 mil indicadores de todas as áreas.  Como dizia o mestre Peter Drucker, apenas podemos administrar aquilo que podemos medir.


4. Recrutamento profissional - mesmo em funções de confiança, recrutamentos hoje para todos os cargos abertos são feitos de forma pública e em diversos órgãos na busca do melhor profissional.  Os resultados são extraordinários.


5. Relações internacionais - com o estabelecimento de uma Secretaria Adjunta, o Amazonas começa a formar uma postura proativa no cenário internacional, com especial foco na defesa dos interesses do estado no que diz respeito à remuneração da Amazônia por conservação.  O ponto alto foi Copenhagen, onde apesar do fracasso do evento, o tema de florestas teve grande destaque.  Dentro do tema, o Amazonas é reconhecido como líder, conforme aclamação na liderança do Governor's Climate & Forests Task Force, no Forest Day 3 e no evento do Avoided Deforestation Partners.


6. Fundação Amazonas Sustentável - Dentro do contexto de relações internacionais, também participamos da concepção e estabelecimento da Fundação Amazonas Sustentável, frente importante de uma política econômico-ambiental, e em especial da parceria com o Marriott para a criação do projeto Juma, referência mundial de projetos REDD.


7. Implantação da gestão baseada em valores - a SEPLAN hoje tem quatro valores claramente definidos e que norteiam as ações em todos os níveis - transparência, respeito, produtividade e bons serviços.  Sua aplicação tem se mostrado útil não só no processo de decisão mas também na busca individual de sermos seres humanos melhores.


8. Copa 2014 - é desnecessário mencionar a importância da seleção de Manaus para subsede da Copa.  As implicações são inúmeras: teremos um novo aeroporto, melhorias significativas de mobilidade urbana com metrô, uma nova arena, o Museu da Amazônia, dentre muitas outras melhorias.  A SEPLAN conduziu o planejamento da candidatura de Manaus, pelo qual deve se orgulhar.


9. Regularização fundiária - em conjunto com a equipe do ex-Ministro Mangabeira, tivemos a oportunidade de intensificar os esforços para regularizar a situação fundiária na Amazônia.  Este é um passo essencial tanto na contenção de ilícitos ambientais quanto no desenvolvimento econômico.  A regularização permite o acúmulo de riqueza no interior da Amazônia, pré-condição para a sustentabilidade.


10. Desburocratização de processos e e-Governo: vários serviços da SEPLAN e de outras secretarias foram simplicados e transformados para prestação via internet.  Alguns exemplos incluem a recepção de projetos econômicos para incentivar novas indústrias, a aprovação de projetos de informática no Governo e a compilação de notícias diárias (visite o site da SEPLAN para saber mais).


Outros projetos a destacar incluem melhorias na cobertura aérea do Amazonas (tanto internacional quanto interna), esforços pela proteção da Zona Franca (reforma tributária, PPBs, enfrentamento da crise, incentivos da SUDAM), o projeto Amazonas Digital (oferecendo internet wi-fi livre no interior do estado), atração de novos investimentos ao Amazonas, o Distrito da Micro e Pequena Empresa (DIMPE), o enfrentamento da crise e da queda de arrecadação.


Foram três anos de tremendos desafios.  O aprendizado acumulado neste período é o principal legado que levo, em conjunto com as novas amizades estabelecidas e velhas amizades aprofundadas.


Gostaria na oportunidade de agradecer ao Governador Eduardo Braga, pela confiança depositada em mim e na SEPLAN, proporcionando-nos liderança e apoio constante.  Divido com ele a felicidade das conquistas enumeradas acima e a eterna insatisfação de saber que poderíamos ter feito mais.  À equipe da SEPLAN, que fez companhia no caminho, corrigiu o rumo quando necessário e ofereceu proteção que nos fez sentir gigantes.  A meus pais Ilko e Nora sempre orgulhosos, minha avó Mery sempre com seu pensamento positivo e meus sobrinhos Samuel e Eli, fonte inesgotável de alegria.  Ao meu avô Samuel, cuja influência fez contribuir ao desenvolvimento da Amazônia uma obrigação moral.  Fico feliz de poder reter consciência limpa e bom nome.


Continuo em Manaus, a partir de agora como diretor financeiro da Bemol e Fogás, de onde espero continuar contribuindo para o desenvolvimento da Amazônia.  Retenho algumas responsabilidades públicas na posição de conselheiro da Fundação Amazonas Sustentável (FAS, fas-amazonas.org), Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM), do Museu da Amazônia (museudaamazonia.org.br) e da instituição que irá conduzir o planejamento da recepção da Copa de 2014 em Manaus.  Espero manter contato com todos -- sempre disponível ao e-mail (denis.minev@gmail.com), Facebook (facebook.com/minev), Orkut, Twitter (dminev) ou neste blog.


Desejo-lhes um 2010 próspero e com saúde.


Denis Benchimol Minev
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Thank you and So Long


Dear Friends,




After three years on the Amazonas state government and the Secretariat of Planning (SEPLAN) team, I would like to share with you my move back to the private sector, where I will assume new challenges.


I am very proud of the work in Governor Eduardo Braga´s administration of our state government and of SEPLAN over the last three years, when many important milestones were achieved.  There are a few in particular that I would like to emphasize:


1. Implementation of ISO 9000 systems in public instituions.  We have six accomplished (including SEPLAN) and another 15 in process.


2. Training of public servants has been a priority, with the objective of achieving at least 30 hours of training per year per servant.  We have also experimented with upper management training at the HSM Expomanagement, where new practices were thought out.


3. Monitoring and management system e-Siga, where over 5 thousand indicatorsof all aspects of state government and the state economy are monitored monthly.  As Peter Drucker used to say, what gets measured gets managed.


4. Professional recruiting has been a focus in order to bring in the most capable professionals, independent of origin.


5. International relations - with the establishment of the undersecretariat for international relations at SEPLAN, Amazonas has taken a proactive role in international relations, with a special focus on defending the state´s interests with respect to rewarding the Amazon for the provision of environmental services.  A highlight was our participation in Copenhagen, where despite global failure of negotiations, forests and REDD took a primary role and became the only point of agreement.  Within the subject, Amazonas is today a recognized leader (as leader of the Governor´s Climate & Forests Task Force, pronouncement at COP15 Forest Day 3 and the Avoided Deforestation Partners event).


6. Amazonas Sustainable Foundation - in the international relations context as well, SEPLAN participated in the conception and establishment of the foundation which is an important front in the environmental and economic policy with respect to environmental services.  A special highlight is the partnership with Marriott in the creation of the Juma project, a landmark in the global REDD debate.


7. Management by values - our team has established the values of transparency, respect, productivity and good service as the halmarks of our management, with important results.


8. 2014 Soccer World Cup - Manaus was selected as a host city, which will bring tremendous benefits such as a new airport, improvements in tourism infrastructure, city beautification, the establishment of a subway line, among others.  SEPLAN was the coordinator of Manaus´ candidacy, for which it should be proud.


9. Land tenure - along with former Minister Mangabeira´s team, SEPLAN worked to rectify land ownership issues in the Amazon.  This is an essential step in both reducing the environmental crime rate and engendering economic development.


10. Reduction of bureaucracy and e-Government: several services at SEPLAN and other state institutions have been reviewed and transferred to the internet.


Other important projects include the improvement of flight coverage in the state and international, efforts to protect the Manaus Free Trade Zone, the Amazonas Digital project (to distribute wi-fi internet in the interior of the state), attraction of new investments and the planning of the state budget and economy to meet the global crisis.


It has been three years of tremendous challenges.  The accumulated learning over this period is the most important reward, along with new friedships established and old ones deepened.


I would also like to take the opportunity to thank Governor Eduardo Braga for the trust and support shown to myself and to SEPLAN.  We share the happiness over the achievements above as well as the regret of knowing we could have done more.  I also would like to thank the SEPLAN team, always by my side, my proud parents Ilko and Nora, my grandmother Mery and my nephews Samuel and Eli.  To my grandfather Samuel, whose legacy and influence made contributing to the development of the Amazon a moral obligation.  I am happy to retain a clear conscience and good name.


I will remain in Manaus, now working as financial director at Bemol and Fogás, where I hope to continue contributing to the development of the Amazon region.  I will retain some public responsibilities as a board member of the Amazonas Sustainable Foundation (fas-amazonas.org), the Amazonas Research Support Foundation, the Museum of the Amazon (museudaamazonia.org.br) and the instution that will plan the 2014 World Cup in Manaus.  I would very much like to keep in touch with everyone -- always available on e-mail (denis.minev@gmail.com), Facebook (facebook.com/minev), Orkut, Twitter (dminev) or this blog.


I wish you good health and prosperity in 2010.
Denis Benchimol Minev
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Museu da Amazônia constrói 'planetário indígena' em Manaus


Equipamento mostra como índios interpretam as constelações.
Astronomia é usada no dia-a-dia dos povos da floresta.
Iberê ThenórioDo Globo Amazônia, em São Paulo

A partir de janeiro, quem visitar a capital do Amazonas poderá enxergar o céu de outra maneira. O Museu da Amazônia (Musa) acaba de construir um planetário para mostrar como diferentes grupos indígenas interpretam as estrelas.

“O mesmo céu era visto de forma distinta por cada etnia. Cada uma tinha seus mitos”, conta o astrônomo Germano Afonso, do Musa, que estuda a relação entre as culturas indígenas e os astros. “Eles faziam a leitura do céu para regular o cotidiano, a caça, a pesca. Pelo céu, eles sabem quando vai haver uma estiagem ou um pequeno período de chuva.”


Foto: Museu da Amazônia/Divulgação

O astrônomo Germano Afonso, do Musa, mostra a constelação que alguns povos indígenas conhecem como Homem Velho. Na cultura greco-romana, o mesmo conjunto de astros é conhecido como Órion, o caçador. (Foto: Museu da Amazônia/Divulgação)

Cinco monitores indígenas já foram treinados pelo museu para explicar como seus povos interpretavam as estrelas. Eles são alunos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e pertencem aos povos baré, desana, tukano e ticuna. “Como eles vão ser professores, também podem ensinar para as gerações mais novas”, explica Afonso.

Ampliar FotoFoto: Museu da Amazônia/Divulgação

Céu amazônico será projetado dentro de uma sala cilíndrica, que foi instalada na Reserva Ducke, em Manaus. (Foto: Museu da Amazônia/Divulgação)

A sala onde os astros serão projetados tem formato cilíndrico, preparado para mostrar o céu da forma como é visto pelos povos amazônicos, que estão próximos ao Equador. Segundo o astrônomo, todos os equipamentos usados no planetário – incluindo os softwares de projeção – foram desenvolvidos na capital amazonense.

As instalações foram construídas na Reserva Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde também está sendo construída a sede do Musa.
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29 December 2009

Diferenças entre a administração pública e a administração privada.


Permita-me iniciar pela conclusão: as diferenças não são tão grandes quanto imaginado.  Administração se resume a pessoas e objetivos.  Treinar pessoas é bom, independente de privado ou público, alto ou baixo, gordo ou magro.  Recrutar os melhores profissionais dá resultado seja numa ONG, empresa ou governo.  Há muitas formas de motivar pessoas que são eficazes com funcionários públicos ou privados.  Metas servem para buscar resultados tanto de diretorias da SEPLAN quanto de lojas ou linhas de montagem.  Indicadores são úteis para acompanhar a produção de uma indústria, o volume de desmatamento ou a produção de uma secretaria.  Avaliação de desempenho separa o joio do trigo da mesma forma.  Fazer parte de algo maior que si próprio estimular a todos, às vezes até mais no lado público.  A vontade de ser melhor existe em todos nós, apenas adormecida com mais profundidade em alguns.  Valores como transparência, respeito, produtividade e bons serviços (os que adotou-se na SEPLAN) possibilitam a todos vislumbrar um caminho para a melhoria pessoal com consequências positivas para a organização.  Até mesmo a remuneração variável é possível nos dois, como mostra os exemplos das secretarias de educação e segurança pública.  

Surge portanto a pergunta óbvia: dada a evidência de que a produtividade do setor público é menor que do setor privado (todos reconhecemos), qual a explicação?  Proponho dois fatores: a ausência de seleção natural de administradores e o não-reconhecimento da profissão de administrador no setor público.

Na iniciativa privada, o mau administrador de uma loja ou restaurante pode rapidamente levar a loja à falência -- a carreira é curta para que não tem conhecimento, talento ou treinamento.  Os administradores que sobram passam por inúmeras provações ao longo de uma carreira antes de chegar a posição de alta liderança.  No setor público não é assim; maus gestores raramente são afastados, órgãos de baixa performance não são levados à falência (pelo contrário, órgãos com problemas normalmente crescem em busca de soluções).  A avaliação de performance é muitas vezes complicada por poucos dados ou apresentação de dados seletivamente.  A sociedade também em muitos casos não tem ferramentas de avaliação; enquanto que um restaurante com comida ruim fecha rápido, uma secretaria com maus serviços continua tendo sua folha paga pelo governo.  Sem a seleção natural, maus gestores com boas conexões tendem a se perpetuar; creio que reside aí a vantagem de se buscar um gestor com provada habilidade na iniciativa privada.

O segundo fator, o não-reconhecimento da administração como profissão, é mais sutil mas de grande importância também.  Administradores na maioria dos casos são selecionados baseado em dois critérios: político ou técnico.  Se acredita que um bom médico será um bom administrador de hospital, ou que um bom professor será um bom administrador de escola, ou que um bom policial será um bom gestor de delegacia, ou que um bom engenheiro será um bom gestor de obras, ou que um bom membro de partido político será um bom gestor de secretaria.  Há claras exceções, mas na maioria dos casos não é verdade.  

Considere que administração é um profissão, da mesma forma que engenharia ou medicina o são.  Há técnicas, há conhecimento acumulado.  Infelizmente nossa sociedade não reconhece este valor; pergunte a qualquer um, todos pensam que são bons administradores.  Não é o caso com outras profissões, onde sem treinamento ninguém se arrisca.  É claro que há pessoas de espetacular intuição que, sem estudo ou treinamento administrativo, são grandes administradores; estes são a excessão e não a regra.  Um bom médico, policial, professor ou engenheiro pode sim ser um bom administrador, mas com esforço de treinamento ou estudo, não apenas intuição.  Repito, administração é profissão.

Após seis anos na iniciativa privada, tive a oportunidade de servir na Secretaria de Planejamento do Amazonas nos últimos três anos.  Estou convencido que bons avanços ocorreram nos últimos anos na administração pública e que não estamos condenado a um futuro de maus serviços públicos.  Entretanto, há importantes decisões a serem tomadas como sociedade; o quanto mais se cobrar o tema gestão de nossos líderes, maior a chance de um futuro próspero.
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26 December 2009

Draft decision in #COP15 on REDD and the role of forest conservation.

Draft decision -/CP.15
Methodological guidance for activities relating to reducing emissions from deforestation and forest degradation and the role of conservation,  sustainable management of forests and enhancement of forest  carbon stocks in developing countries
 
The Conference of the Parties,

 Recalling decisions 1/CP.13 and 2/CP.13,

 Acknowledging the importance of reducing emissions from deforestation and forest degradation, and the role of conservation, sustainable management of forests and enhancement of forest carbon stocks in developing countries, Noting the progress made by the Subsidiary Body for Scientific and Technological Advice in its programme of work on methodological issues related to a range of policy approaches and positive incentives,

 Also noting the range of ongoing activities and cooperative efforts being undertaken by Parties and international organizations, in accordance with decision 2/CP.13, paragraphs 1, 2, 3 and 5,

 Recognizing the need for full and effective engagement of indigenous peoples and local communities in, and the potential contribution of their knowledge to, monitoring and reporting of activities relating to decision 1/CP.13, paragraph 1 (b) (iii),

 Recognizing the importance of promoting sustainable management of forests and co-benefits, including biodiversity, that may complement the aims and objectives of national forest programmes and relevant international conventions and agreements,

 Noting experiences and lessons learned from ongoing activities and efforts in capacity-building, testing methodologies and monitoring approaches, and a range of policy approaches and positive incentives, including those guided by the indicative guidance contained in the annex to decision 2/CP.13,

1.  Requests developing country Parties, on the basis of work conducted on the methodological issues set out in decision 2/CP.13, paragraphs 7 and 11, to take the following guidance into account for activities relating to decision 2/CP.13, and without prejudging any further relevant decisions of the Conference of the Parties, in particular those relating to measurement and reporting:

(a) To identify drivers of deforestation and forest degradation resulting in emissions and also the means to address these;

(b) To identify activities within the country that result in reduced emissions and increased removals, and stabilization of forest carbon stocks;

(c) To use the most recent Intergovernmental Panel on Climate Change guidance and guidelines, as adopted or encouraged by the Conference of the Parties, as appropriate, as a basis for estimating anthropogenic forest-related greenhouse gas emissions by sources and removals by sinks, forest carbon stocks and forest area changes;

(d) To establish, according to national circumstances and capabilities, robust and transparent national forest1 monitoring systems and, if appropriate, sub-national systems as part of national monitoring systems that:

(i) Use a combination of remote sensing and ground-based forest carbon inventory approaches for estimating, as appropriate, anthropogenic forest-related greenhouse gas emissions by sources and removals by sinks, forest carbon stocks and forest area changes;

(ii) Provide estimates that are transparent, consistent, as far as possible accurate, and that reduce uncertainties, taking into account national capabilities and capacities;

(iii) Are transparent and their results are available and suitable for review as agreed by the Conference of the Parties;

2.  Recognizes that further work may need to be undertaken by the Intergovernmental Panel on Climate Change, in accordance with any relevant decisions by the Conference of the Parties;

3.  Encourages, as appropriate, the development of guidance for effective engagement of indigenous peoples and local communities in monitoring and reporting;

4.  Encourages all Parties in a position to do so to support and strengthen the capacities of developing countries to collect and access, analyse and interpret data, in order to develop estimates;

5.  Invites Parties in a position to do so and relevant international organizations to enhance capacity-building in relation to using the guidance and guidelines referred in to paragraph 1 ( c) above, taking into account the work of the Consultative Group of Experts on National Communications from Parties not included in Annex I to the Convention;

6.  Requests the secretariat, subject to availability of supplementary funding, to enhance coordination of the activities referred to in paragraph 5 above, in the context of existing initiatives;

7.  Recognizes that developing country Parties in establishing forest reference emission levels and forest reference levels should do so transparently taking into account historic data, and adjust for national circumstances, in accordance with relevant decisions of the Conference of the Parties;

8.  Invites Parties to share lessons learned and experiences gained in the application of the guidance referred to in paragraph 1 above and the annex to decision 2/CP.13 through the web platform on the UNFCCC website;

9.  Urges relevant international organizations, non-governmental organizations and stakeholders to integrate and coordinate their efforts in order to avoid duplication and enhance synergy with regard to activities relating to decision 2/CP.13.

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23 December 2009

Conheça o e-SIGA, onde todas as medidas de desempenho do Amazonas estão disponíveis.

Como um dos princípios da SEPLAN tem sido a transparência, disponibilizou-se todos os dados estatísticos de desempenho sócio-econômico e ambiental do estado e governo para crítica e comentários de cidadãos.  Conheça o e-SIGA (Sistema de Informações do Governo do Amazonas).

Hoje temos cerca de 5 mil indicadores disponíveis de todos os segmentos, inclusive educação, segurança, saúde, desenvolvimento e meio ambiente.  Está em curso uma aprimoração do sistema de planejamento do Governo que interligará as metas e prazos do Plano Pluri-Anual (PPA).  Com esta interligação será possível a sociedade monitorar e cobrar o cumprimento de todas as promessas e metas estabelecidas.


Caso você esteja apenas buscando um resumo mensal, vá ao site da SEPLAN e busque o tab "Indicadores Amazonas" e escolha IDEA (Indicadores de Desempenho do Estado do Amazonas).


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21 December 2009

Part of the Copenhagen Accord dealing with forests, deforestation and REDD

6. We recognize the crucial role of reducing emission from deforestation and forest degradation and the need to enhance removals of greenhouse gas emission by forests and agree on the need to provide positive incentives to such actions through the immediate establishment of a mechanism including REDD-plus, to enable the mobilization of financial resources from developed countries.
8. Scaled up, new and additional, predictable and adequate funding as well as improved access shall be provided to developing countries, in accordance with the relevant provisions of the Convention, to enable and support enhanced action on mitigation, including substantial finance to reduce emissions from deforestation and forest degradation (REDD-plus), adaptation, technology development and transfer and capacity-building, for enhanced implementation of the Convention. 
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Copenhagen Accord: weak overall, strong for REDD and reduced deforestation

For the first time, forests have taken a lead role in an international climate change agreement, even though it is clear that the Copenhagen Accord is a much weaker document overall.  It turns out this is by far the strongest text on the subject of REDD and avoided deforestation.  Please see item 6 below for more details.


UNITED NATIONS
Distr. LIMITED
FCCC/CP/2009/L.7
18 December 2009
Original : ENGLISH
CONFERENCE OF THE PARTIES
Fifteenth session
Copenhagen, 7–18 December 2009

Agenda item 9
High-level segment
Draft decision -ICP.15
Proposal by the President
Copenhagen Accord
The Heads of State, Heads of Government, Ministers, and other heads of delegation present at the United Nations Climate Change Conference 2009 in Copenhagen,
In pursuit of the ultimate objective of the Convention as stated in its Article 2,
Being guided by the principles and provisions of the Convention,
Noting the results of work done by the two Ad hoc Working Groups,
Endorsing decision x/CP.15 on the Ad hoc Working Group on Long-term Cooperative Action and decision x/CMP.5 that requests the Ad hoc Working Group on Further Commitments of Annex I Parties under the Kyoto Protocol to continue its work,
Have agreed on this Copenhagen Accord which is operational immediately.
1. We underline that climate change is one of the greatest challenges of our time. We emphasise our strong political will to urgently combat climate change in accordance with the principle of common but differentiated responsibilities and respective capabilities. To achieve the ultimate objective of the Convention to stabilize greenhouse gas concentration in the atmosphere at a level that would prevent dangerous anthropogenic interference with the climate system, we shall, recognizing the scientific view that the increase in global temperature should be below 2 degrees Celsius, on the basis of equity and in the context of sustainable development, enhance our long-term cooperative action to combat climate change. We recognize the critical impacts of climate change and the potential impacts of response measures on countries particularly vulnerable to its adverse effects and stress the need to establish a comprehensive adaptation programme including international support.
2. We agree that deep cuts in global emissions are required according to science, and as documented by the IPCC Fourth Assessment Report with a view to reduce global emissions so as to hold the increase in global temperature below 2 degrees Celsius, and take action to meet this objective consistent with science and on the basis of equity. We should cooperate in achieving the peaking of global and national emissions as soon as possible, recognizing that the time frame for peaking will be longer in developing countries and bearing in mind that social and economic development and poverty eradication are the first and overriding priorities of developing countries and that a low-emission development strategy is indispensable to sustainable development.
3. Adaptation to the adverse effects of climate change and the potential impacts of response measures is a challenge faced by all countries. Enhanced action and international cooperation on adaptation is urgently required to ensure the implementation of the Convention by enabling and supporting the implementation of adaptation actions aimed at reducing vulnerability and building resilience in developing countries, especially in those that are particularly vulnerable, especially least developed countries, small island developing States and Africa. We agree that developed countries shall provide adequate, predictable and sustainable financial resources, technology and capacity-building to support the implementation of adaptation action in developing countries.
4. Annex I Parties commit to implement individually or jointly the quantified economy-wide emissions targets for 2020, to be submitted in the format given in Appendix I by Annex I Parties to the secretariat by 31 January 2010 for compilation in an INF document. Annex I Parties that are Party to the Kyoto Protocol will thereby further strengthen the emissions reductions initiated by the Kyoto Protocol. Delivery of reductions and financing by developed countries will be measured, reported and verified in accordance with existing and any further guidelines adopted by the Conference of the Parties, and will ensure that accounting of such targets and finance is rigorous, robust and transparent.
5. Non-Annex I Parties to the Convention will implement mitigation actions, including those to be submitted to the secretariat by non-Annex I Parties in the format given in Appendix II by 31 January 2010, for compilation in an INF document, consistent with Article 4.1 and Article 4.7 and in the context of sustainable development. Least developed countries and small island developing States may undertake actions voluntarily and on the basis of support. Mitigation actions subsequently taken and envisaged by Non-Annex I Parties, including national inventory reports, shall be communicated through national communications consistent with Article 12.1(b) every two years on the basis of guidelines to be adopted by the Conference of the Parties. Those mitigation actions in national communications or otherwise communicated to the Secretariat will be added to the list in appendix II. Mitigation actions taken by Non-Annex I Parties will be subject to their domestic measurement, reporting and verification the result of which will be reported through their national communications every two years. Non-Annex I Parties will communicate information on the implementation of their actions through National Communications, with provisions for international consultations and analysis under clearly defined guidelines that will ensure that national sovereignty is respected. Nationally appropriate mitigation actions seeking international support will be recorded in a registry along with relevant technology, finance and capacity building support. Those actions supported will be added to the list in appendix II. These supported nationally appropriate mitigation actions will be subject to international measurement, reporting and verification in accordance with guidelines adopted by the Conference of the Parties.
6. We recognize the crucial role of reducing emission from deforestation and forest degradation and the need to enhance removals of greenhouse gas emission by forests and agree on the need to provide positive incentives to such actions through the immediate establishment of a mechanism including REDD-plus, to enable the mobilization of financial resources from developed countries.
7. We decide to pursue various approaches, including opportunities to use markets, to enhance the cost-effectiveness of, and to promote mitigation actions. Developing countries, especially those with low emitting economies should be provided incentives to continue to develop on a low emission pathway.
8. Scaled up, new and additional, predictable and adequate funding as well as improved access shall be provided to developing countries, in accordance with the relevant provisions of the Convention, to enable and support enhanced action on mitigation, including substantial finance to reduce emissions from deforestation and forest degradation (REDD-plus), adaptation, technology development and transfer and capacity-building, for enhanced implementation of the Convention. The collective commitment by developed countries is to provide new and additional resources, including forestry and investments through international institutions, approaching USD 30 billion for the period 2010 – 2012 with balanced allocation between adaptation and mitigation. Funding for adaptation will be prioritized for the most vulnerable developing countries, such as the least developed countries, small island developing States and Africa. In the context of meaningful mitigation actions and transparency on implementation, developed countries commit to a goal of mobilizing jointly USD 100 billion dollars a year by 2020 to address the needs of developing countries. This funding will come from a wide variety of sources, public and private, bilateral and multilateral, including alternative sources of finance. New multilateral funding for adaptation will be delivered through effective and efficient fund arrangements, with a governance structure providing for equal representation of developed and developing countries. A significant portion of such funding should flow through the Copenhagen Green Climate Fund.
9. To this end, a High Level Panel will be established under the guidance of and accountable to the Conference of the Parties to study the contribution of the potential sources of revenue, including alternative sources of finance, towards meeting this goal.
10. We decide that the Copenhagen Green Climate Fund shall be established as an operating entity of the financial mechanism of the Convention to support projects, programme, policies and other activities in developing countries related to mitigation including REDD-plus, adaptation, capacity-building, technology development and transfer.
11. In order to enhance action on development and transfer of technology we decide to establish a Technology Mechanism to accelerate technology development and transfer in support of action on adaptation and mitigation that will be guided by a country-driven approach and be based on national circumstances and priorities.
12. We call for an assessment of the implementation of this Accord to be completed by 2015, including in light of the Convention’s ultimate objective. This would include consideration of strengthening the long-term goal referencing various matters presented by the science, including in relation to temperature rises of 1.5 degrees Celsius.
APPENDIX I
Quantified economy-wide emissions targets for 2020
Annex I Parties

APPENDIX II
Nationally appropriate mitigation actions of developing country Parties
Non-Annex I

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18 December 2009

Nations Pledge Money for Forests - WSJ

At least one result from Copenhagen.


COPENHAGEN -- The U.S., Britain, France, Australia, Japan and Norway pledged $3.5 billion Wednesday toward slowing, halting and reversing deforestation in developing countries if there's a broader agreement at the United Nations climate talks here.
"As part of an ambitious and comprehensive deal, we recognize the significant role of international public finance in supporting developing countries' efforts to slow, halt and eventually reverse deforestation," a joint statement said.
Talks toward a broad climate agreement remained bogged down Wednesday amid disagreements over long-term subsidies for poor nations, the methods by which promises to cut greenhouse gas emissions would be monitored, and the extent to which rich and poor nations should cut their emissions of carbon dioxide and other gases linked to climate change.
The proposed money to subsidize preservation of forests is part of a package of financing proposed for the period 2010 to 2012. The six countries said in the statement they were committed to scaling up the finance later.
The funding would go toward rewarding countries that protect their forests or plant trees.
Deforestation accounts for approximately 17% of global warming emissions, based on some estimates.
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16 December 2009

A Caminho de Copenhagen

A Caminho de Copenhagen
publicado no jornal Amazonas Em Tempo no dia 13 de dezembro de 2009

Cada povo seguiu seu próprio trajeto em direção a Copenhagen.  O Amazonas carrega consigo, além de reduções significativas de desmatamento, as cicatrizes de duas secas e uma cheia, catastróficas em breves quatro anos.  Como se não bastasse, temos os olhos ardidos pela recente névoa de fogo que pairou sobre Manaus, causada em grande parte pela estiagem que incomumente se estendeu até dezembro.  Também carregamos um grande volume de esperança, na forma do REDD (Reduções de Emissão de Desmatamento e Degradação), mecanismo que se incluso no novo acordo climático permitirá que florestas tropicais, como grandes armazéns de carbono, possam ser recompensadas por conservação.
O povo brasileiro como um todo vai a Copenhagen sob o peso das tragédias ocorridas em Santa Catarina, estado de meio ambiente tradicionalmente pacato, que tem sido atingido por desde tornados a chuvas torrenciais.  O Brasil também carrega esperanças que incluem, além do REDD, a grande oportunidade nacional ligada a biocombustíveis e hidreletricidade.  É neste contexto que a delegação brasileira de mais de 600 (em sua maior parte empresários) se dirige à Dinamarca.  
Não cabe aqui discutir o contexto da presença de todos os outros países, considerando suas cicatrizes e esperanças.  Entretanto, nada fala mais alto que ações; a julgar pela primeira semana de Copenhagen (conhecida como COP-15), identifica-se claramente um grande relutância por parte das nações mais desenvolvidas em reduzir suas emissões.  O grande desafio estabelecido é de conter o aquecimento global a um aumento de no máximo 2 graus C.  Este é o nível considerado ainda seguro para evitar as maiores catástrofes climáticas.  Para tanto, maior parte dos modelos climáticos indicam que emissões de carbono precisam cair de 20 a 30% até 2020 e mais de 80% até 2050.  Os prováveis efeitos globais mesmo deste aumento controlado de 2 graus são dramáticos - problemas de abastecimento de água para mais de 300 milhões de pessoas, principalmente na África; expansão de doenças como malária para áreas mais ao norte e ao sul, concentração de chuvas em breves períodos seguidos de secas mais extensas; desaparecimento de geleiras e gelo de montanhas que em muitos casos dão origem a rios, como o nosso rio Amazonas; savanização de florestas, com tremendas perdas de biodiversidade; dentre outros.  
E é com o intuito de evitar tais cenários que o Amazonas embarca.  Nossa agenda é extensa, inclui 5 eventos: apresenta-se as conquistas e projetos da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em especial o projeto da Reserva do Juma e o programa Bolsa Floresta; a reunião dos nove governadores da Amazônia, assumindo o compromisso brasileiro de redução de desmatamento em 80%; a reunião com os governos da Califórnia, Illinois e Wisconsin, no comprometimento de tomar ações para evitar o aquecimento global a nível sub-nacional caso os países não cheguem a acordo; a apresentação das ações de redução de desmatamento e desenvolvimento ligadas ao programa Zona Franca Verde; e um evento conjunto da FAS e Moçambique demonstrando como a experiência de redução de desmatamento na Amazônia pode se aplicar a outros países pobres.  Além disso há um número de reuniões e apresentações em fóruns que vão desde senadores norte-americanos como John Kerry, a ganhadores do prêmio Nobel como Wangari Maathai, ao parlamento dinamarquês.  
O tempo é exíguo; a conferência de Copenhagen termina ao final da próxima semana e a ausência de acordo pode atrasar em um ano as ações necessárias.  Para quem não quer os olhos ardendo pela fumaça de queimadas pelo resto da vida, é hora de agir.  Escreva um e-mail aos seus líderes, perguntando o que eles estão fazendo a respeito; proteste na frente de embaixadas de países que não estão fazendo o suficiente; leia a respeito, informe-se; explique para seus filhos a importância de desligar a luz, de baixar o ar, de preservar a floresta, leve-o para conhecê-la.  Esta é uma verdadeira batalha que alinha toda a humanidade, uma que é causada por ela própria.  Neste contexto, não se preocupe apenas com deixar um mundo melhor para seus filhos, mas também em deixar filhos melhores para seu mundo.  Copenhagen não é um lugar, mas um destino.


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Amazonas - 3o Dia em Copenhagen

Neste tercero dia, inciou-se com o evento do Governo do Amazonas, convidado pela Fundação Bellona (www.bellona.org) para apresentar no Bellona Hall do Bella Center (local do evento principal de negociação).  Apresentou-se o programa Zona Franca Verde em conjunto com o Bolsa Floresta da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) como importantes componentes da redução do desmatamento ocorrida no Amazonas nos últimos anos.  Falaram Virgílio Viana e Eduardo Braga, com comentários ao final de Paulo Adário, presidente do Greenpeace no Brasil.  É uma grande transformação ver o Greenpeace em um painel com autoridades ao invés de acorrentado a árvores.

Seguiu-se então para a reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, onde a mesa foi liderada por Luis Pinguelli Rosa e composta por Carlos Minc, Dilma Rouseff e Eduardo Braga.  Discutiu-se o andamento das negociações e o nível de aceitação da proposta brasileira.  Membros de ONGs, especialmente Greenpeace e WWF, fizeram sugestões para facilitar a aprovação da entrada de florestas no novo protocolo.  Discutiu-se extensivamente o balanceamento entre preservação de florestas e melhorias das condições de vida na Amazônia, com especial foco na manutenção de oportunidades de desenvolvimento mesmo em meio a um cenário de compromissos de reduçào de desmatamento.

O último importante evento do dia foi a reunião de governadores do GCF (Governors Climate Forum), originalmente composto de quatro estados brasileiros, 3 norte-americanos e 2 indonésios, mas que tem crescido para abarcar mais dois brasileiros (todos da Amazônia), um mexicano, um nigeriano e mais um indonésio.  A principal temática era a transmissão de liderança, que era execida pela Califórnia com o Gov. Shwarzenegger à frente, para os Governadores Eduardo Braga e Ana Júlia (como co-presidentes).  Renovou-se o compromisso de tomar ações a nível sub-nacional caso os países não cheguem a um claro acordo em Copenhagen, especialmente com a inclusão de florestas tropicais no sistema de redução de emissões da Califórnia que entar em atividade em 2012.  O Governador Schwarzenegger também assumiu o compromisso de comparecer ao próximo evento do grupo de acontecerá em Manaus no primeiro trimestre de 2010.

Apenas como comentário extra, é impressionante a desorganização dos dinamarqueses.  Há pessoas credenciadas para o evento que esperaram 4 a 5 horas entrar.  Lembre-se que aqui está zero grau, e se espera do lado de fora.  Muitos desistiram, com razão.  Ninguém sabe dar orientações, as filas para tudo são imensas (desde credenciamento a cachorro quente), a sinalização e mapas dos pavilhões são deficitárias.

Imagino que se fosse no Brasil já haveria comentários de que isso é fruto de país subdesenvolvido...
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14 December 2009

Amazonas - 2o Dia em Copenhagen

O Amazonas teve um longo segundo dia em Copenhagen.  Iniciou com um breve encontro com a Ministra Dilma Rouseff, líder da delegação brasileira aqui, para atualizar o estado do andamento das negociações a respeito de florestas.

Em seguida reunião com WWF (com o presidente Carter Roberts), seguida de reunião com a Conservation International (com o presidente Russ Mittlemeyer).  Em ambas os tópicos foram desde a ampliação de áreas protegidas no Amazonas às metodologia de cálculo para remuneração de florestas preservadas dentro do REDD.

Após as duas reuniões e um breve almoço, foi realizado o encontro dos governadores da Amazônia, que contou com a presença de seis governadores.  Apresentou-se uma posição conjunta, que foi apoiada tanto pela ala científica (Steven Schwartzman e Thomas Lovejoy) quanto pela ala política (Ministro Minc encerrou o evento com seu apoio formal).

Por último, efetuou-se em conjunto com o Marriott, no Marriott de Copenhagen, um grande evento de apresentação do projeto Juma - Marriott - FAS, tido como exemplo de como o REDD pode ser implementado com conservação florestal e melhorias nas condições de vida simultaneamente.  Aproximadamente duzentos delegados da conferência acompanharam a apresentação.

Em termos das negociações oficiais, apesar de alguns pontos ainda de discussão acirrada, todos os negociadores consideram provável a inclusão de florestas no acordo que seguem o protocolo de Kyoto.  Há muito otimismo nas delegações de países florestais, desde Filipinas e Indonésia a Congo e Costa Rica.  Que não se cante vitória antes do tempo, mas uma mistura de entusiasmo com ansiedade é inevitável.
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13 December 2009

Amazonas - 1o Dia em Copenhagen

O primeiro dia foi marcado pelo evento Forest Day 3 (o terceiro ano em que o evento é promovido).  Chegamos ao aeroporto às 12hrs e seguimos diretamente para o evento.  Evento de grande escala e foco em florestas tropicais, contou com a presença de vários ministros do meio ambiente (Inglaterra, Vietnam, Dinamarca), ganhadores de prêmio Nobel (Wangari Maathai, Elinor Ostrom, Rajendra Pauchari) e líderes ambientais (Sir Nicholas Stern, Gro Brundtland), dentre outros.
http://www.cifor.cgiar.org/Events/ForestDay3/Introduction/

O Governador do Amazonas palestrou na plenária principal, na seguinte seção:
http://www.cifor.cgiar.org/Events/ForestDay3/Global+views+on+forests+and+climate+change/Global+views.htm

Após o evento e subsequente coletiva de imprensa, comparecemos à coletiva de imprensa organizada pelo Governo Brasileira com a Ministra Dilma e Ministro Minc.
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11 December 2009

Agenda Amazonas em Copenhagen


Segue abaixo agenda do Governo do Estado do Amazonas em Copenhagen, para conhecimento de todos.  




13/12 – Domingo

                11:30                     Chegada a Copenhague
13:45 – 14:45               FOREST DAY 3 – Evento paralelo organizado por: CIFOR, Collaborative Partnership on Forests (CPF) e Governo da Dinamarca. O evento, em sua 3ª edição, destacará a importância das florestas no contexto das mudanças climáticas durante as conversas da COP-15.
Participação do Governador em Painel (resposta de 5 minutos). O Governador responderá a uma pergunta (5 minutos) feita por Lord Nicholas Stern.  A pergunta focará nos imperativos econômicos para proteção de florestas.


                                         Participantes no painel:

1.        Lord Nicolas Stern, Presidente do Grantham Institute for Climate Change and the Environment, London School of Economics; autor do livro The Stern Review on the Economics of Climate Change
2.        Sr Pham Ngoi Nguyen, Ministro de Recursos Naturais e Meio Ambiente, Vietnam
3.        Sr Eduardo Braga, Governador do Estado do Amazonas, Brasil
4.        Sr Hilary Benn, Ministro de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Agrários, Reino Unido
5.        Sra Catherine Manugala, Ministra de Turismo, Meio-Ambiente e Recursos Naturais, Zâmbia (a confirmar)


15:00 – 15:30               ENTREVISTAS COM JORNALISTAS (no próprio local do Forest Day):

- 15:00:                 entrevista (confirmada) com a jornalista ALICE BOMBOY (France Press - França)


- 15:15:                 entrevista (a confirmar) com o jornalista RAFAEL MENDES (El País - Espanha)



19:00 – 22:00               OPÇÃO 1:  EVENTO: “COQUETEL, JANTAR E DEBATES COM O IPAM E WHRC”
                                         - 19:00         Coquetel
- 20:00         jantar e debates com a fala do Governador de 5 a 7 minutos para apresentar detalhes sobre:
                                         - Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento (PPCDAM)
                                         - metas de redução de desmatamento
                                         - atividades e planos de REDD



19:30 – 22:00               OPÇÃO 2:  JANTAR PRIVADO DO WORLD ECONOMIC FORUM PARA DISCUTIR A GERAÇÃO DE PARCERIAS DE FUNDOS PÚBLICO-PRIVADAS DE INFRAESTRUTURA LIMPA

Durante este encontro, Dominique Waugharay e Shruti Mehrotra conversarão com o Governador sobre o evento do dia 15/12, intitulado: “STEERING BOARD MEETING” COM O WORLD ECONOMIC FORUM (WEF) PARA DISCUTIR PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS. 
Este jantar/debate será baseado em diversos relatórios produzidos nos últimos 6 meses (pela UNEP FI, LSE Grantham Institute, World Economic Forum etc); que estabeleceram modos de alavancar os investimentos do capital privado em infraestrutura em países em desenvolvimento. O evento reunirá alguns personagens-chaves para discutir os próximos passos para um potencial processo de construção de Fundo para a primeira metade de 2010. De particular interesse serão as perspectivas da Pensão Dinamarquesa Fundo ATP, que anunciou em 4 de dezembro o desejo de desenvolver tal fundo, apoiado com um comprometimento na ordem de 1 bilhão de euros.

Participantes confirmados:

·          James Cameron, Vice-Chairman, Climate Change Capital;
·          Uday Khemka, Vice-Chairman, Sun Group;
·          Rajiv Gupta, I.A.S., Secretary Climate Change, Government of Gujarat
·          Rachel Kyte, Vice-President, International Finance Corporation
·          Josh Carmody, Fund Manager and Lauren Sorkin, Climate Change Specialist,
·          Asian Development Bank
·          Nick Robins, Head of Climate Change Center, HSBC / UNEP Finance Initiative
·          Peter Gutman, Global Head, Renewable Energy & Environmental Finance, Standard Chartered
·          Mark Kenber, Policy Director / Steve Howard, Chief Executive Officer, The Climate Group
·          Matthew Whyatt, Head of the Environment and Climate Group, DFID
·          Caio Koch-Weser, Vice-Chairman, Deutsche Bank Group
·          Maritta Koch-Weser, Founder and President, Earth3000
·          Orville Schell, Director, Centre on US-China Relations, The Asia Society



14/12 – Segunda-feira


10:00 – 11:00               REUNIÃO COM A WWF
Participantes: Carlos Rittl, Coordenador de Mudanças Climáticas e Energia; Karen Suassuna, Especialista em Políticas Públicas na Área de Mudanças Climáticas; e Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, Dr. Em Ecologia e Superintendente de Programas de Conservação Temáticos



11:30 – 12:00               ENTREVISTA PARA O PROGRAMA “FRONTLINE,” DA TV PBS (EUA) - Jornalistas: Andres Cediel e Mark Shapiro


                          

13:30 – 14:30               REUNIÃO COM A CONSERVATION INTERNATIONAL
Participantes: Russell Mittermeier, Presidente Global; Fred Boltz, Vice-Presidente para o Clima; Fábio Scarano, Diretor da CI no Brasil; Paulo Gustavo e Alexandre Prado



16:00 – 18:00               FÓRUM DOS GOVERNADORES DA AMAZÔNIA
Evento para 240 pessoas, com a participação dos Governadores dos 9 estados da Amazônia Legal. Cada Governador terá 10 minutos, e o fórum será moderado por uma pessoa da EDF. Haverá, ainda, espaço para perguntas.
Participação da Vice-Presidente do Banco Mundial para Desenvolvimento Sustentável, Sra. Katherine Sierra. Apresentação (15 min) do Banco Mundial sobre a necessidade de conservar as florestas tropicais.



18:30 – 21:00               EVENTO (COQUETEL) DO AMAZONAS / FAS / MARRIOTT: “Lessons Learned from the Juma REDD Project in the State of Amazonas, Brazil”. Apresentação do Governador (10 minutos) e exibição de vídeo institucional (5 min).



20:00 – 23:00               REDD+: MOVING  FROM DIALOGUE TO ACTION: JANTAR PRIVADO DO WORLD ECONOMIC FORUM DURANTE A 5ª CONFERÊNCIA DAS PARTES DA UNFCCC   (34 convidados apenas). 
                               - 20:00 – coquetel pré-jantar
                               - 21:00 – jantar
                               Presenças confirmadas: Virgílio Vianna, Dominique Waughray (diretor Senior do WEF), Thomas Lovejoy (Heinz Center) etc. Haverá um Coquetel às 20h.
                   
                              


15/12 – Terça-feira

                                        

09:00 – 10:00               EVENTO: PAYMENT FOR ENVIRONMENTAL SERVICES: EXPERIENCE OF AMAZONAS
Temas a serem abordados: Bolsa Floresta e Zona Franca Verde (50 min)

Local da reunião: Bella Center, Bellona Room

Palestrantes:

(1) Virgílio Viana (FAS) (10 min),
(2) Manuel Cunha (Conselho Nacional dos Seringueiros) (5 min);
(3) Greenpeace (5 min),
(4) Governador Eduardo Braga (10 min).
(5) Vídeo institucional (5 min)
Moderação: Barbara Bramble


10:00 – 12:00               EVENTO “STEERING BOARD MEETING” COM O WORLD ECONOMIC FORUM (WEF) PARA DISCUTIR PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS
Participantes: Dominique Waughray (head of environment team at the Forum) e Shruti Mehrotra (lead on REDD project)



16:00 – 18:00               REUNIÃO COM OS GOVERNADORES DOS ESTADOS E PROVÍNCIAS MEMBROS DO GCF, E OUTROS ESTADOS DA AMAZÔNIA LEGAL E EUA (aprox. 15 no total)
Governador Arnold Schwarzenegger.
Local da reunião: Sala de reuniões do Brasil no Bella Center




19:30 – 22:00               OPCIONAL: RECEPÇÃO DE GALA DO “THE CLIMATE REGISTRY”,  “The Climte Group” e o “Climate Action Reserve.”
A recepção de gala é em homenagem a Governadores, Presidentes e Primeiro Ministros.  Os convidados especiais são o Governador Schwarzenegger e o Primeiro Ministro Jean Chrest de Québec (Canadá).

Local do evento: Axelborg, Bojeson A/S





16/12 – Quarta-feira

                                        

09:30 – 10:30               REUNIÃO COM O SR. TODD STERN, Enviado para Mudanças Climáticas da Administração Obama

Local da reunião: Bella Center, a ser confirmado


11:00 – 13:00               EVENTO DA UNIÃO INTERPARLAMENTAR E DO PARLAMENTO DINAMARQUÊS Apresentação do Governador no painel “The Politics of Climate Legislation”
Convite para o Governador ser orador do painel interativo intitulado “As políticas da negociação climática”.  Objetivo dos organizadores: ajudar os legisladores a entenderem melhor os problemas urgentes que envolvem a região Amazônica que estão diretamente ligados a saúde do próprio planeta.  Cada orador fará uma pequena introdução sobre o tema que depois será aberto para questões e comentários dos membros das delegações presentes.  No final do debate, cada orador fará uma conclusão.

Palestrantes no painel:

(1)     Sr. John Prescott, PACE Rapporteur on Climate Chnge, ex-Primeiro Ministro Adjunto do Reino Unido
(2)     Sr. Eduardo Braga, Governador do Estado do Amazonas
(3)     Sr. James Bacchus, ex-Membro do Congresso dos Estados Unidos
(4)     Senador Loten Legarda (Filipinas)
(5)     Sra. Julia Marton-Lefèvre, Diretora Geral, União Internacional da Conservação da Natureza
Moderador: Sr. Nicolat Hulot, Jornalista e ecologista (França)





      13:10 – 13:55                ALMOÇO-REUNIÃO COM OS ORGANIZADORES DO EVENTO DA AVOIDED DEFORESTATION PARTNERS (ADP)
                                         Obs.: apenas o Governador é permitido. Horário apenas para discutir detalhes entre os apresentadores e os organizadores.



14:00 – 17:00               EVENTO PARALELO DA ADP
A entidade Avoided Deforestation Partners (http://www.adpartners.org) está organizando o evento paralelo para discutir entre a comunidade empresarial e legisladores / policy makers as oportunidades quanto a criação de parcerias público-privadas no que se refere a REDD e a mudança de paradigma quanto a transferência de grandes doações internacionais (ao exemplo da Noruega ao Brasil) para o estabelecimento de parcerias e projetos.  O governador deverá ter um tempo de 5 a 6 minutos e deverá expor o papel pioneiro quanto a proteção ambiental e abertura de oportunidades comerciais que visem a prevenção do desmatamento. 

Palestrantes no painel:

(1)     Gov. Eduardo Braga, Governador do Estado do Amazonas
(2)     Sra. Julia Marton-Lefèvre, Diretora Geral, União Internacional da Conservação da Natureza
(3)     Carter Roberts, Presidente do World Wildlife Fund (WWF)

Outros painéis ocorrerão após o painel em que o Governador irá participar.  Participarão, em outros painéis, Robert Zoellick (Presidente do Banco Mundial), Richard Branson, Wangari Maatthai (premio Nobel da Paz - Kenya), o Primeiro Ministro da Noruega, e o Senador Henry Waxman, responsável pela lei norte-americana Waxman-Markey Bill. 
              



17:00 – 18:30               SESSÃO DE IMPRENSA.  Participação em entrevistas com: CNN, Newshour (TV                                                     pública dos EUA) e outros.  O evento será transmitido ao vivo para diversas localidades de                                                     Copenhague.




19:00 – 21:00               JANTAR DO EVENTO DA ADP (grupo restrito de pessoas)
 Jantar para cerca de 25 pessoas - palestrantes do evento anterior e outros.  É oferecido pelo Senador Kerry, Laureate Maathai, Sir Richard Branson e as ONGs presentes no evento anterior (das 14h as 17h).

Local do jantar: Restaurnte Kong Hans Kaelder



      20:00 – 23:00         OPÇÃO 1: JANTAR OFERECIDO POR PAULO SKAF, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE SÃO PAULO (FIESP).

Local do evento: Restaurante Kong Hans Kaelder

Endereço: Sollerodvej 35, 2840 Holte
Kalvebod Brygge 5, 1560 Copenhaguen

20:00 – 23:00               OPÇÃO 2:  EVENTO PARALELO (COQUETEL) DA FAS: “Lessons Learned in the Amazon applied to Mozambique”.

Local do evento: Restaurante Kong Hans Kaelder

Endereço: Hotel Marriott
Kalvebod Brygge 5, 1560 Copenhaguen


20:00 – 22:00                      OPÇÃO 3:    REDD+ GALA (continuação do evento da ADP)

Local do evento: Staerekassen Danish Royal Theater (distante meia quadra do restaurante do evento anterior)

               Endereço: Vingaardsstraede 6, 1070 Copenhaguen
Contato: Jeff Horowitz

17/12 – Quinta-feira

                                                          

10:30 – 12:00               REUNIÃO COM AS NAÇÕES UNIDAS (SRA. ALICIA BARCENA) - Divisão de Desenvolvimento Sustentável e Assentamentos Humanos (CEPAL)
                                        
Local da reunião: Bella Center


15:30     Deslocamento para o Copenhagen International Airport


18/12 – Sexta-feira

                08:00                     Chegada a São Paulo
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