22 September 2009

Aniversário da Crise Global

Durante esta semana completou-se 1 ano do início formal da crise.  Em 15 de setembro de 2008, o banco norte-americano Lehman Brothers declarou falência, o estopim que congelou os mercados internacionais de crédito, desencadeando a pior crise econômica global desde a grande depressão de 1930.  Desde então quase todas as grandes economias mundiais entraram em recessão técnica, que é caracterizada por dois trimestres seguidos de crescimento negativo.  No Brasil, felizmente, foram apenas 2 (4o de 2008 e 1o de 2009), enquanto que nos EUA já se vão seis trimestres consecutivos.  
Brasil - Estas últimas semanas, no cenário econômico brasileiro, têm sido marcadas pelo anúncio de bons resultados, a exemplo do crescimento de 1,9% no 2o trimestre de 2009, o que formalmente marcaria o fim de recessão.  É importante lembrar a significativa reação brasileira à crise, que incluiu a manutenção de investimentos projetados (como PAC), algumas desonerações tributárias (principalmente IPI de veículos e, no nosso caso, COFINS de motos), redução de juros de 5% (de 13,75% para 8,75%) e facilitação de crédito (redução de compulsórios, extensão de garantias a bancos menores, etc.).  
Amazonas - E o Amazonas?  Como anda o desemprego?  Produção?  Renda?  Dentre todos os indicadores, o que gera maior ansiedade é sempre o emprego.  Em julho 2009 tivemos o primeiro mês de real recuperação do emprego, com geração líquida de 2,8 mil novos empregos, dos quais quase 600 foram na indústria e 500 na construção civil; no período pré-crise, vínhamos em um ritmo de 2 a 4 mil novo empregos por mês.  Agosto, apesar de ainda não termos as estatísticas finalizadas, também demonstra ter sido positivo.  A produção industrial já desde junho mostra indicadores semelhantes a 2007 mas ainda inferiores a 2008; temos um cenário no qual a indústria se estabiliza e outros segmentos econômicos compensam com crescimento.  Destaca-se por exemplo o turismo, com volume de mais de 20 mil turistas estrangeiros em junho, versus 11 mil no mesmo mês de 2008.    Além disso, com maior presença de órgãos federais no interior (principalmente o INSS), aumenta-se o número de benefícios concedidos no estado (3,9 mil em julho 2009, comparado com 3,3 mil em julho 2008).  O volume de crédito na praça de Manaus, pela primeira vez desde o início da crise, teve crescimento; amazonenses têm R$2,28 bilhões de crédito em julho, comparado com R$2,23 bilhões em junho.  Comparativamente, o interior não teve seu crescimento interrompido pela crise, com volume (ainda pequeno) de R$241 milhões em julho 2009, comparado com R$168 milhões no mesmo mês do ano passado.  Estes e outros dados estão disponíveis no site: www.seplan.am.gov.br, dentro de Indicadores Amazonas.  

Como avisa o Presidente do Banco Central Henrique Meirelles, é prematuro declarar o término da crise quando ainda temos grandes economias globais como EUA, Japão, Espanha e Itália em retração contínua.  Há, entretanto, motivo para otimismo comedido; os indicadores estaduais começam a indicar um futuro auspicioso (como diria o Raj, outro prematuramente declarado falecido).  

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