02 December 2008

Tecnologia a serviço de índios isolados na Amazônia - boas vindas ao século XXI















Desde a era quando Rondon estabeleceu o telégrafo na área onde hoje é Rondônia e criou o Serviço de Proteção aos Índios (SPI, mais tarde renomeado FUNAI) que se discute a política adequada de tratamento de povos indígenas.  Este tema passa por considerações econômicas, sociais, de saúde e mesmo filosóficas.  Já se migrou da original catequização religiosa para a postura atual de não contatar tribos isoladas.  Uma postura de não contato, entretanto, não equivale a deixar de lado estas tribos; pelo contrário, deve envolver esforços para evitar contatos quaisquer.  

Um item importante é saber exatamente onde se localizam estas tribos; um problema aparentemente insolúvel do século XX encontra na tecnologia do século XXI sua solução.  O Brasil decidiu utilizar, em aviões que sobrevoam a Amazônia, sensores de calor para identificar a presença de tribos no chão.  Evita-se assim a presença física no chão, que elimina riscos tanto aos exploradores quanto aos próprios indígenas e verifica-se a localização com precisão sem sustos.  

O século XX viu a Amazônia sofrer sob um modelo de desenvolvimento altamente invasivo e sem congruência com a floresta.  O século XXI entra com grandes promessas e oportunidades.  O sensoriamento por calor nos permite hoje saber onde estão, em tempo real, todos os focos de calor na região.  O celular permite que muitos amazônidas tenham acesso a comunicação sem a necessidade de “passar cabo” por todos os lados.  IPTV permite que aulas de Manaus sejam transmitidas a mais de 500 pontos de educação na zona rural dos municípios mais longínquos do Amazonas.  A telemedicina surge como alternativa à presença de especialistas a custos altíssimos em todos os municípios.  O acesso à internet permite comparação de preços, leitura de notícias e obtenção de informações nunca dantes imaginadas. 

É absolutamente necessário que se pense em novas soluções, principalmente de prestação de serviços, no interior da Amazônia.  Só assim poderemos levar a melhoria da qualidade de vida a tal ponto que universitários e os indivíduos de maior talento e motivação de nossa sociedade possam se localizar no interior, fornecendo assim a matéria prima do desenvolvimento sustentável.

Seguem notícias a respeito do sensoriamento por calor:

O Globo – Economist elogia política do Brasil para os índios ticuna

Revista Época – Sensores para encontrar índios  

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